Maio 22, 2007

Alberto Vilaça - Memória



Porque há dias que nascem, assim. Conheci o Dr. Alberto Vilaça, teria 15 para 16 anos, numa situação particularíssima da vida de meus pais. Mais tarde os caminhos da vida voltaram a cruzar-se. Lembro-me sobretudo da sua voz, do seu humor refinado e peculiar. Lembro-me de um Grande Homem, num Homem Grande. E, desde sempre, lembro-me do Dr. Vilaça, sentado na sua mesa d'A Brasileira. A última vez que estive por perto, aconteceu durante a apresentação pública do seu livro de memórias sobre o seu café, sobre um dos "ex-libris" da outrora Baixa coimbrã, na Biblioteca Municipal de Coimbra. Dizia ele, naquela tarde, que o livro deveria ter sido apresentado precisamente no local sobre o qual versava. Mas, sabendo-se que tal já não era fisicamente possível, porque o café há muito deixara de existir, no entanto na Baixa coimbrã tinha sido impossível encontrar um espaço físico dedicado à cultura, onde, mais perto do local original, tivesse sido possível realizar o acto que ali nos havia juntado. O Dr. Alberto Vilaça deixava assim um recado, um recado que continua actual.



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