O 1º de Maio e o Paradoxo de Epiménides
Voltei a reler o o nosso Nobel. Recusando-me a entrar na disparatada e desconchavada discussão sobre se a pronúncia correcta é Nóbel ou Nobel. Para mim, sempre foi "Alfred Nobel". Existe no entanto um outro paradoxo, este, para mim muito mais inquietante, que compreendo, mas não entendo, e que se resume em poucas palavras: como é possível que, num país, no qual alguém afirme o seguinte:
"Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem"
ninguém concorde. Ou então muito poucos concordem.

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